Cinema
Novo filme do diretor cult Arlindo Pereira promete revolucionar o cinema nacional
Com roteiro inovador e elenco de peso, ‘O Último Recomeço’ já é considerado o favorito ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Produção independente ganha destaque em Cannes e levanta debate sobre financiamento cultural
O cinema brasileiro está em festa com o anúncio do novo longa-metragem do aclamado diretor Arlindo Pereira, intitulado O Último Recomeço. A produção, que acaba de ser selecionada para a mostra competitiva do Festival de Cannes, promete ser um marco na carreira do cineasta e na história do cinema nacional. Com um orçamento modesto de R$ 5 milhões, o filme conta com atores renomados como Fernanda Montenegro e Wagner Moura, além de revelações do teatro independente.
A trama acompanha a jornada de uma mulher (interpretada por Fernanda Montenegro) que, após perder tudo em um incêndio, decide recomeçar a vida em uma pequena cidade do interior. Lá, ela encontra um grupo de artistas marginais que a ajudam a reconstruir não apenas sua casa, mas também sua esperança. O roteiro, escrito pelo próprio Pereira, foi inspirado em fatos reais e aborda temas como resiliência, arte e comunidade.
Em coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira, o diretor declarou: “Este filme é uma carta de amor ao cinema e à capacidade humana de se reinventar. Quis mostrar que, mesmo com poucos recursos, é possível contar grandes histórias.” A declaração reforça a tendência crescente do cinema independente brasileiro, que tem conquistado espaço em festivais internacionais.
As filmagens ocorreram em locações reais no sertão nordestino, o que exigiu logística complexa, mas resultou em imagens deslumbrantes. A fotografia ficou a cargo de Laura Carvalho, que já trabalhou em produções como “O Som ao Redor” de Kleber Mendonça Filho. A trilha sonora é assinada pelo músico Tom Zé, que compôs canções inéditas para o longa.
A estreia brasileira está prevista para 15 de dezembro deste ano, mas a ansiedade já toma conta do público e da crítica. Sites especializados como AdoroCinema e Omelete já classificam a obra como um dos melhores filmes do ano. Além disso, especula-se que a produção possa representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027.
O sucesso de “O Último Recomeço” também reacende o debate sobre o fomento ao cinema nacional. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) anunciou recentemente novos editais para produções independentes, mas críticos apontam que os recursos ainda são insuficientes. Arlindo Pereira, que já foi beneficiado pela Lei Rouanet, defende maior apoio estatal e privado ao setor.
Com sua estreia mundial em Cannes, o filme já tem distribuição garantida em mais de 30 países por meio da Netflix, que comprou os direitos de exibição internacional. A plataforma de streaming tem investido cada vez mais em conteúdo brasileiro, como visto em séries como “O Mecanismo” e “Sintonia”.
Enquanto aguardamos a première, o que se sabe é que Arlindo Pereira mais uma vez prova que o cinema brasileiro tem força, talento e histórias que merecem ser contadas para o mundo.
Cinema
O Renascimento das Matinês: Cinemas Brasileiros Resgatam Sessões Clássicas aos Sábados
Com ingressos a preços populares e programação de clássicos e filmes cult, matinês voltam a atrair famílias e jovens em várias capitais.
O Renascimento das Matinês
Nos últimos meses, uma tendência nostálgica vem conquistando as salas de cinema brasileiras: a volta das matinês. Inspirados pelo sucesso de iniciativas em países como Estados Unidos e França, exibidores nacionais estão resgatando as sessões vespertinas de sábado com ingressos a preços reduzidos e uma programação que mescla clássicos do cinema, filmes cult e estreias de apelo popular.
Em São Paulo, a rede Kinoplex lançou o projeto ‘Matinê Nostalgia’, com sessões às 14h em salas selecionadas. A curadoria foca em títulos que marcaram gerações, como ‘De Volta para o Futuro’, ‘E.T. – O Extraterrestre’ e ‘O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel’. Cada sessão inclui um breve bate-papo antes do filme, mediado por críticos locais, e custa R$ 12,00. ‘Queremos que as pessoas redescubram a magia de ir ao cinema em horários acessíveis’, afirma Carlos Eduardo Miranda, diretor de programação da Kinoplex.
No Rio de Janeiro, o Estação Net Botafogo também aderiu à onda, com a ‘Matinê Cult’, que exibe filmes de arte e clássicos do cinema mundial, como ‘Laranja Mecânica’ e ‘Cidade dos Sonhos’. A iniciativa tem atraído especialmente universitários e jovens adultos. ‘É uma forma de baratear o acesso à cultura cinematográfica’, comenta a curadora Ana Clara Torres.
Outras capitais como Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife também registraram iniciativas semelhantes, com apoio de leis de incentivo à cultura. A tendência é vista como uma resposta à crise de público enfrentada pelo setor, agravada pela pandemia de Covid-19. Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) mostram que o público médio mensal ainda está 35% abaixo dos níveis pré-pandêmicos.
Para o crítico Marcelo Janot, a volta das matinês representa uma ‘retomada afetiva’ do cinema como experiência comunitária. ‘As pessoas estavam perdendo o hábito de ir ao cinema, e a matinê resgata a ideia de evento, de programação regular’, analisa. Ele ressalta que a nostalgia é um motor poderoso nesse processo.
A expectativa é que a novidade se consolide e se expanda para outros dias da semana. ‘Estamos estudando a possibilidade de matinês também aos domingos e feriados’, adianta Miranda. O sucesso das primeiras edições, com lotação frequente em várias cidades, indica que o público respondeu bem a essa experiência acessível e nostálgica.
Cinema
Cinema em Chamas: Festival de Cannes 2026 Abre com Polêmica e Glamour
Abertura histórica marca o retorno do glamour e anuncia novo filme de diretor controverso, gerando debates sobre representatividade.
O Tapete Vermelho Acende a Riviera Francesa
O Festival de Cannes 2026 começou com uma noite de gala que uniu polêmica e celebração. A abertura oficial aconteceu no Grand Théâtre Lumière, com a presença de estrelas como Cate Blanchett e Javier Bardem. O filme de abertura, ‘O Último Beijo’, dirigido pelo aclamado François Ozon, foi recebido com uma ovação de 12 minutos, mas críticas sobre a falta de diversidade no elenco já ecoam nas redes sociais.
Um Olhar para o Futuro do Cinema
A programação deste ano inclui 22 filmes na competição principal, com destaque para produções de países como Coreia do Sul, Brasil e Nigéria. A presidente do júri, a diretora Jane Campion, enfatizou a importância de narrativas inclusivas. ‘O cinema deve ser um espelho do mundo, com todas as suas complexidades’, declarou. Enquanto isso, protestos pacíficos de grupos feministas pedem maior representação de mulheres na direção.
Impacto Econômico e Cultural
O festival movimenta cerca de 200 milhões de euros na economia local e atrai mais de 40 mil profissionais da indústria. A edição de 2026 também marca o lançamento de iniciativas ecológicas, como a redução de plásticos descartáveis e o uso de energia solar nos pavilhões. Nas ruas de Cannes, fãs acampam para ver seus ídolos, transformando a cidade em um epicentro cultural global.
Cinema
Cineasta Potiguar Lança Longa Metragem Gravado em Natal e Conquista Prêmio Internacional
Filme ‘Aurora de Cinzas’ estreia em circuito nacional após vencer categoria no Festival de Cinema de Vitória
Produção 100% potiguar brilha em Vitória e chega aos cinemas brasileiros
O cinema potiguar vive um momento histórico. O longa-metragem ‘Aurora de Cinzas’, dirigido pelo cineasta Roberto Oliveira, natural de Natal, acaba de ganhar o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema de Vitória, um dos mais tradicionais do país. A produção, que foi integralmente gravada em locações da capital potiguar e em cidades vizinhas como São Miguel do Gostoso e Pipa, estreia nesta quinta-feira (16) em salas de todo o Brasil.
O filme conta a história de Dona Aurora, uma senhora que tenta reconstruir a vida após perder a casa em um deslizamento. Com atuação marcante de Marina Santos, atriz pernambucana radicada em Natal, a obra aborda temas como memória, identidade e resistência. “É um orgulho imenso poder mostrar para o Brasil o talento do nosso estado. Queremos que as pessoas vejam que aqui também se faz cinema de qualidade”, afirmou o diretor Roberto Oliveira em coletiva de imprensa realizada no Cine Teatro Alecrim, um dos espaços que serviu de cenário.
A produção contou com recursos do Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e teve patrocínio de empresas locais. A fotografia assinada por Luiz Felipe Costa destaca as belezas naturais do estado, como as dunas de Genipabu e as falésias de Tibau do Sul. A trilha sonora original é do músico João Bandeira, conhecido pela fusão de ritmos nordestinos com música erudita.
O longa já está em cartaz em Natal, Recife, Salvador e São Paulo, e a previsão é que chegue a mais 15 capitais até o fim do mês. A expectativa é de que a obra ajude a colocar o Rio Grande do Norte no mapa do cinema nacional. “Esse prêmio é uma vitória de todos os potiguares. Mostra que nosso estado pode ser também um polo cinematográfico”, destacou o secretário estadual de Cultura, Pedro Almeida.
Para os próximos meses, Roberto Oliveira já planeja um novo projeto: um documentário sobre o artesanato do Seridó, região do interior do estado. “Minha intenção é seguir contando as histórias do nosso povo, da nossa terra”, concluiu.
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