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Música

Guitarra de Jimi Hendrix é Vendida por Recorde de US$ 2 Milhões em Leilão

Instrumento usado no festival de Woodstock em 1969 foi arrematado por colecionador anônimo na noite de quinta-feira

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Um capítulo histórico da música foi reescrito na noite de quinta-feira quando a guitarra Fender Stratocaster branca usada por Jimi Hendrix em sua lendária performance no festival de Woodstock, em 1969, foi vendida por impressionantes US$ 2 milhões em um leilão organizado pela Christie’s em Nova York. O valor supera em muito o recorde anterior para um instrumento musical, de US$ 1,2 milhão, estabelecido pela guitarra de Kurt Cobain.

O comprador, que preferiu manter o anonimato, disputou o lance com outros quatro colecionadores internacionais. A guitarra, conhecida como ‘Woodstock Strat’, foi autenticada por especialistas e vinha acompanhada de documentação detalhada, incluindo fotografias da performance e cartas trocadas entre Hendrix e seu empresário.

O leilão durou apenas 12 minutos, com lances frenéticos que começaram em US$ 500 mil. ‘Este é um dos momentos mais emblemáticos da história do rock’, disse Sarah Thompson, porta-voz da Christie’s. ‘A guitarra não é apenas um instrumento, mas um símbolo de uma geração.’

Parte da renda será destinada a instituições de caridade que apoiam jovens músicos carentes, conforme desejo da família Hendrix. A guitarra estava exposta ao público nos dias anteriores ao leilão, atraindo milhares de fãs e curiosos.

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Música

Harmonia Cósmica: Cientistas Transformam Ondas Gravitacionais em Música

Físicos do MIT traduzem dados do LIGO em sinfonia; obra será executada no Kennedy Center em 2027

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Do Espaço para o Palco

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram uma descoberta que une ciência e arte: a transformação de ondas gravitacionais em composições musicais. Utilizando dados do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria a Laser (LIGO), a equipe criou uma peça intitulada Cosmic Resonance, que será apresentada no Kennedy Center em junho de 2026.

O projeto, liderado pelo físico e músico Carlos Alvarez, utilizou algoritmos de inteligência artificial para mapear frequências de ondas gravitacionais — como as geradas pela fusão de buracos negros — em notas musicais. “Queríamos tornar o universo audível”, explicou Alvarez. “Cada colisão de estrelas de nêutrons agora pode ser ouvida como um acorde celestial.”

A sinfonia de 45 minutos será executada pela Orquestra Sinfônica Nacional, com regência de Mariana Costa. A obra combina instrumentos clássicos com elementos eletrônicos, criando uma experiência imersiva que mescla ciência e emoção.

O evento coincide com o centenário do LIGO e faz parte de uma série de iniciativas para popularizar a astrofísica. O Kennedy Center já confirmou uma segunda apresentação para julho, devido à alta demanda. Ingressos estarão disponíveis a partir de abril no site oficial.

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Música

A Revolução Sonora que Vem do Ártico

Como uma banda indígena do Círculo Polar está a redefinir a música eletrónica mundial

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A Revolução Sonora que Vem do Ártico

Uma banda de jovens músicos da etnia Sami, oriunda do norte da Noruega, está a conquistar o mundo com a sua fusão de cantos tradicionais com batidas eletrónicas modernas. O grupo, chamado Ice Voices, lançou recentemente o álbum Northern Lights que já ultrapassou 10 milhões de streams no Spotify. A vocalista principal, Elin Niillas, afirma que a sua música é uma forma de resistência cultural e de preservar a língua Sami, que está ameaçada de extinção.

O sucesso repentino chamou a atenção de grandes nomes da indústria, como a produtora musical alemã Clara Schumann e o festival britânico Glastonbury, que já confirmou a presença do grupo para a próxima edição. A crítica internacional elogia a originalidade do som, com a revista Rolling Stone a descrevê-lo como uma fusão perfeita entre a natureza e a tecnologia.

Além do impacto cultural, a banda também se destaca pelo ativismo ambiental. Parte dos lucros dos concertos é doada a organizações que combatem as alterações climáticas no Ártico. No próximo mês, estreiam-se na TV americana no programa The Late Show with James Corden.

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Música

Viola Quebrada, Alma em Chamas: A Revolução Silenciosa de Bixiga 70

Banda paulistana radicaliza a fusão entre jazz, rock e ritmos brasileiros em novo álbum gravado ao vivo no Sesc Pompeia.

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Viola Quebrada, Alma em Chamas

A banda Bixiga 70 acaba de lançar o álbum ao vivo Viola Quebrada, gravado no Sesc Pompeia em 2025. O disco captura a essência explosiva do grupo, que combina elementos de jazz, rock progressivo, maracatu, afoxé e funk brasileiro. Formado em 2010, o coletivo instrumental paulistano é conhecido por sua sonoridade hipnótica e politizada.

O título faz referência a uma viola caipira quebrada simbolicamente durante o show, representando a ruptura com tradições engessadas e a abertura para novas experimentações. A faixa-título, com 14 minutos de improvisação, mescla guitarra distorcida com ritmos de tambores de crioula do Maranhão.

Destaque para as participações especiais de Juçara Marçal (voz) e Kiko Dinucci (guitarra), além de arranjos de metais que lembram a lendária Orquestra Popular de Câmara. O álbum está disponível em vinil e plataformas digitais.

A crítica internacional já compara o trabalho a nomes como Mulatu Astatke e Fela Kuti, devido à capacidade de criar texturas densas e dançantes. A turnê nacional começa em junho de 2026, com passagens por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

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