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Música

Dom La Nena: O Violoncelo que Conquistou o Mundo sem Dizer uma Palavra

Da rua de Porto Alegre aos palcos internacionais, a musicista gaúcha redefine o poder do silêncio instrumental.

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Dom La Nena: O Violoncelo que Conquistou o Mundo sem Dizer uma Palavra

Ela não canta nos idiomas que domina. Não faz discursos. Seu instrumento é sua voz. A violoncelista brasileira Dom La Nena, nome artístico de Dominique Pinto, natural de Porto Alegre, vive um momento único na carreira: lota teatros na Europa e nos EUA com um show puramente instrumental, onde o violoncelo ganha camadas de loops ao vivo e silêncios calculados.

A trajetória de Dom La Nena começou aos 3 anos, quando pediu uma pequena viola. Aos 14, tocava na rua perto do Mercado Público. Hoje, radicada em Paris, ela é comparada a artistas como Philip Glass e Arthur Russell. Seu álbum mais recente, “Cantinho”, foi gravado no Rio de Janeiro com produção minimalista e recebeu elogios da crítica do New York Times.

Em 2025, ela estreou uma turnê chamada “O som do silêncio”, que já passou por cidades como São Paulo, Lisboa e Berlim. Em cada concerto, Dom La Nena cria paisagens sonoras que misturam música erudita, toques de MPB e ruídos urbanos. “O silêncio entre as notas é tão importante quanto a nota em si”, disse em entrevista recente ao jornal Le Monde.

Além da carreira solo, a artista colaborou com nomes como Milton Nascimento e a banda Metrô em versões instrumentais. Em junho de 2026, foi anunciada como uma das atrações principais do festival Rock in Rio Lisboa, onde se apresentará no palco principal – fato raro para um instrumentista sem vocal.

“O público hoje busca experiências genuínas. Não preciso de palavras para emocionar”, afirma ela. Com sua calma habitual, a gaúcha de olhar tranquilo prova que a música pode, sim, ser universal – mesmo quando vem apenas de um violoncelo e alguns pedais.

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Música

O Renascimento do Vinil: Como Novos Artistas Estão Ressuscitando o Som Analógico

Numa era dominada pelo streaming, uma nova geração de músicos redescobre o charme do vinil, impulsionando vendas e criando uma experiência imersiva.

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O Vinil Está de Volta

Em meio à era digital, o vinil vive um renascimento surpreendente. Dados da Recording Industry Association of America mostram que as vendas de discos de vinil superaram pela primeira vez em décadas as de CDs em 2020, com tendência de alta. Artistas como Taylor Swift e Adele lançam edições especiais que se esgotam em horas, mas o fenômeno vai além dos grandes nomes.

Novos Artistas Abraçam o Analógico

Bandas independentes como Kikagaku Moyo e Khruangbin abraçam o formato, não apenas como mercadoria, mas como parte essencial de sua arte. Para eles, o vinil oferece uma experiência tátil e sonora que o streaming não consegue replicar. Jack White, um defensor ferrenho do formato, abriu a Third Man Records que prensa discos para artistas de todo o mundo.

A Experiência Imersiva

Ouvir um álbum em vinil exige atenção: você precisa virar o lado, limpar o disco, sentar e ouvir. Isso cria uma conexão mais profunda com a música. Estúdios como o Abbey Road Studios relatam aumento na demanda por masterização analógica. Até mesmo plataformas digitais como Bandcamp notam que faixas vendidas em vinil geram mais streams dos mesmos artistas.

O Futuro do Formato

Apesar do crescimento, o vinil enfrenta desafios: a capacidade de prensagem é limitada e o custo é alto. No entanto, o mercado responde com inovações como discos ecológicos e prensagens lentas. Para muitos músicos, o vinil não é apenas um objeto, mas uma declaração de intenções artísticas. Como diz Kevin Parker do Tame Impala: “O vinil força você a ouvir uma obra completa, não apenas hits isolados.”

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Música

Descoberta Arqueológica Musical: Instrumento de 3.000 Anos Redefine a História da Música no Brasil

Pesquisadores encontram flauta de osso em sítio arqueológico na Amazônia, sugerindo práticas musicais complexas entre povos pré-coloniais

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Pesquisadores descobrem flauta de osso de 3.000 anos na Amazônia

Uma equipe de arqueólogos liderada pela Universidade Federal do Pará anunciou a descoberta de uma flauta de osso de aproximadamente 3.000 anos em um sítio arqueológico na região de Santarém, no Pará. O instrumento, confeccionado a partir de um osso de ave, possui três orifícios e está surpreendentemente bem preservado. A descoberta pode redefinir o que se sabe sobre a história da música no Brasil, indicando que povos pré-coloniais já produziam instrumentos musicais complexos muito antes da chegada dos europeus.

A flauta foi encontrada durante escavações em uma área de várzea do Rio Tapajós, conhecida por abrigar vestígios de antigas civilizações. O coordenador da pesquisa, Dr. Carlos Mendes, explicou que o instrumento foi localizado em um contexto ritualístico, junto a outros artefatos como cerâmicas e adornos. “Isso sugere que a música desempenhava um papel importante nas cerimônias e na vida cotidiana dessas comunidades”, afirmou.

Análises preliminares indicam que a flauta era capaz de produzir múltiplas notas, possivelmente utilizadas em melodias ou chamados. A descoberta é considerada única, pois instrumentos musicais pré-coloniais feitos de materiais orgânicos raramente sobrevivem ao tempo. “Este achado é um marco para a arqueologia musical no Brasil”, destacou a doutora Ana Silva, etnomusicóloga da Universidade de São Paulo.

A flauta será submetida a datação por carbono-14 para confirmar sua idade exata e a estudos de ressonância magnética para reconstruir seu som original. A expectativa é que ela seja exposta no Museu Paraense Emílio Goeldi a partir de 2027.

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Música

Banda The Wants Revoluciona a Indústria com Álbum Feito por IA

Novo disco ‘Synthetic Emotions’ é criado em colaboração com algoritmo de aprendizado de máquina

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Inovação Musical: The Wants e IA Criativa

A banda britânica The Wants lançou na última sexta-feira o álbum ‘Synthetic Emotions’, inteiramente composto em parceria com uma inteligência artificial desenvolvida pela empresa NeuralSound. O projeto, que levou 18 meses para ser concluído, combina letras escritas pelo vocalista Alex Turner com melodias geradas por um algoritmo de aprendizado profundo.

O processo criativo envolveu alimentar a IA com milhares de horas de gravações de bandas como The Beatles e Radiohead, além de dados de performances ao vivo. Segundo Turner, a tecnologia não substituiu a emoção humana, mas a amplificou: ‘Foi como ter um coautor que nunca dorme e sempre traz algo inesperado.’

O álbum já está disponível nas plataformas de streaming e estreou em primeiro lugar no Spotify Global Charts, gerando debate sobre o futuro da criação musical. Enquanto puristas criticam a falta de autenticidade, fãs elogiam a inovação. A Universal Music, que distribui o disco, anunciou planos de lançar uma versão física em vinil, com capa desenhada pela própria IA.

A turnê mundial da banda começa em julho, com shows previstos em Londres, Nova York e Tóquio. A experiência incluirá projeções visuais também geradas por inteligência artificial.

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